Artes Marciais disciplinam corpo e mente
sexta-feira, 21 de maio de 2010 por admin

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No cinema, a arte marcial é a arte da luta. A visão não é de todo equivocada; de fato, a origem milenar das artes marciais está vinculada às artes de guerra e luta.
Recentes descobertas arqueológicas mostram guardas pessoais da mesopotâmia praticando técnicas de defesa e imobilização de agressores. Outras escavações indicam também que foi a partir da China que essas técnicas se expandiram por quase toda a Ásia e acabaram ganhando o mundo. Segundo a psicóloga Vera Lúcia Sugai, o kung fu foi estruturado respeitando o corpo e a psique humana.
A preocupação com a saúde do corpo e da mente se tornou um dos fatores que determinaram uma mudança de perfil das artes marciais. A luta agora é para melhorar a qualidade de vida das pessoas. A prof.ª de Educação Física Carolina Nogueira fala sobre os obstáculos vencidos por crianças com necessidades especiais que passaram a praticar o esporte. “Dar qualidade de vida a essas crianças é poder reintegrá-las na sociedade; é poder fazer com que elas façam as atividades diárias delas com mais independência”, afirma Carolina.

De acordo com o médico Bernardino Sanu, as artes marciais também são recomendadas para pessoas com problemas musculares, atrofias, paralisias. Além dos benefícios musculares, respiratórios e cardíacos, o esporte tem o lado físico da perda de peso. “É uma atividade aeróbica, que vai, realmente, queimar a gordura”, ressalta Sanu. De acordo com o médico, o taekwondo, o kung fu, o karatê, são artes marciais que movimentam a musculatura dos membros superiores e inferiores coordenadamente. Já o jiu-jitsu, o judô, a luta greco-romana melhoram a elasticidade do movimento.
Desde cedo, a criança aproveita os benefícios das artes marciais brincando. Além dos aspectos físicos, a prática das artes marciais também ajuda a promover a integração entre corpo e mente. “Disciplina quer dizer aprender. Se você não é disciplinado, provavelmente você não vai aprender nada”, afirma a psicóloga Vera Lúcia Sugai.
De acordo com Sanu, todos podem praticar: “meninos, meninas, os magrinhos, os mais pesadões, os mais jovens, os mais velhos, as pessoas com necessidades especiais”.

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Um dos métodos mais conhecidos para perda de peso é a dieta das proteínas. Numa visão simplificada a dieta sugere parar de comer massas e doces, e aumentar a ingestão de carne vermelha para emagrecer. A perda de peso é um fato, no entanto o excesso de proteína pode gerar sérios problemas de saúde. A nutricionista Eliana Cristina Almeida lembra que este excesso passará pelos rins e pelo fígado. “Então vai ter uma sobrecarga renal e hepática”, alerta.
“Você tem que tentar escolher carnes magras”, afirma o endocrinologista João Cesar Castro Soares que lembra que a gordura da carne e o excesso de colesterol pode trazer malefícios à saúde.
O déficit de proteínas também traz problemas para nossa saúde. “Começa a ter queda de cabelo, a pele fica ressecada, aparecem as rugas”, enumera Eliana.
Não é só na carne vermelha que se obtém proteína. “Quando você ingere a mistura ‘arroz e feijão’, consegue formar uma cadeia completa de proteína”, explica Eliana. Ursula Lanfer Marquez, farmacêutica, afirma que frutas e verduras não são boas fontes de proteínas. ” As melhores fontes de proteínas adequadas são o leite, os ovos, as carnes”, diz.
Mas como vimos, a ingestão de alimentos ricos em proteínas não pode ser feita indiscriminadamente. De acordo com Ursula, a quantidade ideal de proteína varia de acordo com a idade, com o sexo e até com atividades físicas. “Quando a pessoa está em processo de atividade física, é interessante que a ingesta da proteína seja depois da atividade”, ratifica o endocrinologista João Cesar Castro Soares.

Um indivíduo adulto, que consome 2 mil calorias por dia, deve ingerir, no máximo, 300 calorias de alimentos ricos em proteína. Mas como saber se atingimos este limite? A nutricionista Eliana Cristina Almeida explica seu método: “eu costumo usar a mão como medida”, diz. “Se for peixe, frango, você tem direito a comer (o equivalente) à palma de sua mão”. Segundo ela, para a carne vermelha, você pode “medir” com a parte de cima de sua mão fechada.
As proteínas exercem várias funções em nosso organismo. Elas restauram células, estão envolvidas na defesa do organismo, fazem parte da estrutura dos ossos, tendões, unhas, cabelos e podem ser hormônios, como a insulina.



Segredos da Longevidade
sábado, 8 de maio de 2010 por Equipe Edição Saúde

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A expectativa de vida na Roma Antiga, ainda antes de Cristo, era de 24 anos, já na Idade Média, por volta do ano 1600 depois de Cristo, subiu para 33 anos. No início do século passado, a vida média do ser humano chegou à casa dos 50 anos e atualmente gira em torno dos 80 anos.
A expectativa de vida do brasileiro já ultrapassou os 70 anos. Estudo recente do IBGE mostra que enquanto a população de jovens – de 0 a 19 anos – cresceu 2,5 por cento, a população de idosos – acima de 70 anos – cresceu 68 por cento. De acordo com o endocrinologista Freddy Goldberg Eliaschewitz, a expectativa de vida seria maior, atingindo mais de 90 anos, se as doenças cardiovasculares fossem curadas.
Para a pediatra Ana Maria Escobar e o médico Ítalo Rachid, as doenças que mais matam os adultos começam na infância. “Já existem países aonde se começa a levar as pessoas para cuidar do envelhecimento, acreditem, a partir dos cinco anos de idade!”, revela Rachid.
O Projeto Cem Anos, que visa à longevidade saudável, acompanha crianças de perto. “Se a gente tem uma criança que sabe que os pais ou avós têm colesterol alto, com dois anos de idade a gente já colhe o colesterol”, revela Ana Escobar, que explica que se acriança tiver uma tendência genética, receberá orientação específica de alimentação.

O fumo, a bebida, as drogas, o colesterol alto, a hipertensão também estão na lista de inimigos da vida longa. “O indivíduo que consome bebida alcoólica, que é estressado e sedentário pode ter roubado da sua conta de vida 40 anos”, ressalta Ítalo Rachid. A geriatra Anna Gagliardi explica os benefícios do exercício físico e diz “parar de fumar é fundamental”. De acordo com Anna, comer pouco, saudavelmente e com poucas calorias melhora o processo de envelhecimento e aumenta a longevidade.

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Das teorias que tentam explicar o envelhecimento, duas se destacam: os que acreditam em um pré-cronograma, estabelecido pela natureza e os que defendem a tese de que o ambiente é o grande vilão da juventude. “A ação que o tempo faz no organismo é que vai comprometer suas funções”, lembra a geriatra Anna Gagliardi.
Mas existem muitos outros estudos que apontam diferentes fatores como determinantes de uma vida mais longa. Alguns cientistas, por exemplo, indicam que os otimistas e bem-humorados vivem mais, mas não há humor que resista à más condições de vida. “Se a gente tiver que isolar um dos fatores mais importantes para aumentar a expectativa do ser humano, foi a introdução dos antibióticos”, afirma o endocrinologista Freddy Goldberg, que atribui a este tipo de medicamento um meio eficiente de combate às infecções.

De acordo com o médico Ítalo Rachid, os hormônios são mensageiros químicos que controlam todo o processo de reparo, renovação e síntese de proteínas no nosso organismo. “Os hormônios não caem porque nós envelhecemos, nós envelhecemos porque os hormônios caem”, explica Rachid. Mas Goldberg afirma que a administração desses hormônios a pessoas mais idosas não resultou em rejuvenescimento ou em retardo do envelhecimento.

Os possíveis efeitos colaterais da reposição hormonal também provocam polêmica. “Existem pessoas que ainda acreditam que hormônios engordam, causam câncer, e uma série de coisas que não guardam relação com a fisiologia”, diz Rachid. Outra crítica constante à reposição hormonal é com relação ao custo do tratamento. Para Goldberg, obter a longevidade é uma questão de avanço científico, do cuidado com a alimentação, do estilo de vida e atividade física, mas salienta: “É cuidar não só de si, mas também do meio ambiente”.
A pediatra Ana Maria Escobar ilustra o que é qualidade de vida na velhice citando Niemeyer, como alguém que alcançou qualidade de vida adequada a sua idade.



Sedentarismo e Vigorexia
sexta-feira, 23 de abril de 2010 por admin

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Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que o sedentarismo ainda é um problema sério de saúde. 26 por cento da população brasileira não se dedica a qualquer atividade que melhore a condição física. São pessoas que não têm esforço físico intenso no trabalho; não se deslocam de um lugar para o outro a pé ou de bicicleta, ou realizam atividades pesadas.

Se alguns desses hábitos fossem mudados, cerca de 260 mil mortes por anos poderiam ser evitadas. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, como problemas cardiovasculares, cânceres e diabetes.
”O esqueleto é baseado em movimento”, afirma o Médico do Esporte José Marques Neto e lembra que o aparelho músculo esquelético pode se atrofiar se não for utilizado.

Um grupo de funcionários de uma empresa aderiu a um programa para melhorar a qualidade de vida. Para a Prof.ª de Educação Física Ana Paula Cioni, a primeira medida para a transformação é a vontade. “O conceito do programa é melhorar a qualidade de vida”, diz. Com o pedrômetro – contador de passos – na cintura, Sueli Nakasato, assistente de vendas, começou a gastar a sola do sapato. “Eu caminho uns 4, 5 km (…) e verifiquei que eu poderia prosseguir e progredir cada vez mais a quantidade de passos”, ressalta Sueli. De acordo com Ana Paula Cioni, o ideal é dar 10 mil (equivalente a 5 km) passos por dia. “É o número de uma pessoa ativa”, afirma.

Os caminhos para modificar o dia a dia de quem é sedentário estão nas pequenas atividades que devem ser incorporadas na nossa rotina. José Marques Neto informa o período ideal para se movimentar. “Se a pessoa trabalha sentada, levantar, ir ao banheiro, buscar alguma coisa para beber ou comer à cada meia hora, 40 minutos; se vai de carro ao trabalho, procurar um estacionamento mais longe do seu trabalho, não ter medo de andar”, diz o médico que ressalta: “Sempre optar pelas escadas”.

Se o exercício é um dos pilares fundamentais para um estilo de vida saudável, a alimentação não pode ser deixada de lado. Sair do sedentarismo em busca de qualidade de vida significa também escolher alimentos que façam parte desse novo projeto de vida. “Se você está acostumado a comer arroz todo dia, pode trocar esse arroz por um integral porque ele tem mais fibra, tem alguns nutrientes que se perde no refinamento”, alega a nutricionista Daniela Cyrulin. Segundo ela, o interessante é ter uma alimentação mais natural possível.

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As academias também ganharam importância, se multiplicaram e evoluíram para verdadeiros centros de saúde, papel que desempenham atualmente. No entanto, milhões confundem saúde com a busca do corpo perfeito, de acordo com o conceito difundido pela mídia, normalmente alinhado a interesses comerciais, que acabam estabelecendo os padrões de beleza.

Na busca pelo corpo perfeito muita gente extrapola os limites e acaba prejudicando a saúde. Para o psicólogo Niraldo de Oliveira Santos, algumas pessoas, envolvidas com essa busca, não encontram os limites do corpo. “Eu sou um grande incentivador dos exercícios físicos”, afirma o hebiatra Maurício de Souza Lima que também lembra que o exagero pode ser muito prejudicial.

De acordo com o padrão aceito no mundo todo, quem não é atleta profissional e faz mais de seis horas de atividades físicas puxadas em uma semana, se enquadra na categoria dos praticantes excessivos. A prática exagerada pode ser característica da síndrome de Adônis, também chamada de vigorexia. “É um transtorno mental relacionado à imagem corporal”, descreve o Prof. De Educação Física Vladimir Modolo.

Estima-se que 60 por cento dos vigoréxicos tenham entre 15 e 30 anos, embora não exista uma idade mínima nem máxima para o problema aparecer. O diagnóstico da doença é um processo difícil. De acordo com Vladimir Modolo, uma das maneiras de diagnosticar a vigorexia é observar se a pessoa tem substituído atividades sociais e profissionais pela prática esportiva. Ele também costuma alterar de forma drástica a alimentação. “Vai comer uma quantidade exagerada de proteína, fazer uso de suplemento alimentar, vai fazer ainda uso de anabolizantes, de esteróides, de hormônios, para se tornar cada vez mais forte. Coloca por completo sua saúde em risco”, afirma Modolo.

Stress, irritação, angústia, são outros sintomas apresentados pelo vigoréxico. Segundo o psicólogo Niraldo de Oliveira, alguns casos de vigorexia acompanham quadros de depressão e até tentativas de suicídio. De acordo com o hebiatra Maurício de Souza Lima, um levantamento aponta que os EUA têm cerca de 1 milhão de vigoréxicos na população. No Brasil ainda não há nenhum estudo sobre o caso, mas, segundo Lima, cresce o número de adolescentes e adultos com o problema.



Yoga como fonte de saúde encontra mais adeptos
segunda-feira, 19 de abril de 2010 por admin

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Chuvas torrenciais, trânsito caótico, exigências profissionais, correria do dia a dia, são alguns dos muitos fatores que têm aumentado o stress, especialmente nas grandes cidades, em níveis que muitas vezes superam o limite do suportável; a ponto de provocar momentos de inconsciência, como comprovam vários estudos científicos.

Alguns acidentes de trânsito, por exemplo, são resultado dessa inconsciência, que afeta diretamente o poder de concentração das pessoas. A perda da concentração não é a única conseqüência do stress. Há um desequilíbrio generalizado da saúde.

O Psicobiólogo Ricardo Monesi explica que saúde não se resume, apenas, à ausência de doença. Para ele, saudável é “aquele indivíduo que possui um equilíbrio das suas funções fisiológicas, psicológicas, sociais e até espirituais”.

A milenar expressão “Mente sadia em corpo sadio”, volta a ganhar destaque. Monesi defende que o ser humano deve ser visto de maneira holística. “Terapias integrativas são terapias que não vêem apenas o ser humano no seu aspecto fisiológico”, afirma. Para ele, nesse aspecto a prática da Ioga é muito importante, pois ela enxerga o ser humano como um todo.

Não é à toa que o número de praticantes do Yoga tem crescido muito em todo o mundo. Para o médico César Deveza, em nenhuma outra época da História a Ioga se encaixaria tão bem quanto agora. Para Monesi, o Yoga é um estilo de vida. De acordo com ele, o praticante adquire maior paciência e tem um poder maior de resolução de problemas, além de respirar melhor. “Você consegue minimizar coisas que antes dava muita importância”, afirma a jornalista Márcia Gonçalves, praticante.

“A prática do Yoga reduz a liberação de alguns hormônios relacionados ao stress negativo, como por exemplo o cortisol e a adrenalina”, pondera Monesi.

Confira as ações fisiológicas do Yoga no vídeo!

Nos últimos tempos, o Yoga apresentou um crescimento substancial no número de adeptos. Pesquisas apontam que existem quase 20 milhões de praticantes em todo o mundo. No Brasil, estima-se que mais de 5 milhões adotem o Yoga como forma de melhorar a qualidade de vida.
César Deveza afirma que o pensamento de saúde ocidental foca-se no corpo físico. “E a idéia nessas culturas orientais, sobretudo as culturas indianas, é de ver saúde como um complexo”, diz.

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O Yoga pode ser praticado por pessoas de todas as idades, mesmo que tenham alguma limitação física. Segundo o professor de Educação Física Marcos Rojo, a sobrecarga de peso e a ansiedade nas grávidas são atenuados com a prática da Ioga. O psicobiólogo Ricardo Monesi defende a indicação da Ioga para crianças com dificuldade de concentração e hiperatividade. “É bem lúdico, as crianças se divertem”, diz a professora Luciana Perez. “Há técnicas adequadas a qualquer idade”, afirma Deveza.

Essa capacidade de adaptação contribuiu para que o Yoga ganhasse uma nova versão. No meio aquático, a aula de Ioga é feita em piscinas rasas ou fundas. O prazer proporcionado pela água ajuda na realização dos exercícios de Ioga convencional. Facilita a execução das poses, praticadas com o apoio dos pés no chão ou em flutuação, com ajuda de acessórios. As aulas em grupo tornam a dinâmica prazerosa e convidativa. Águas mais mornas induzem ao relaxamento.

Luciana Perez afirma que após os cinco anos de idade, perde-se a capacidade de respirar corretamente. “Se a pessoa não faz canto, ou uma aula de teatro, que utiliza a voz, perde essa respiração”, afirma. “Você alia o bom respirar ao bom funcionamento do seu coração”, diz Monesi.



Efeitos dos grãos e fibras na dieta alimentar
quarta-feira, 31 de março de 2010 por admin

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Estudos recentes mostram que, em média, 10 em cada 100 mil pessoas chegam aos 100 anos de idade. No entanto, em alguns lugares do mundo, essa relação é bem maior: em Okinawa, no Japão, 50 em cada 100 mil pessoas completam ou superam os 100 anos.

O segredo da vida longa e saudável está, em parte, na alimentação. Uma dieta rica em frutas, verduras, gorduras boas e grãos integrais ajuda a prolongar o tempo de vida. “A receita de banana com aveia é aprovadíssima; é um casamento perfeito, com bastante fibra que pode ajudar no controle do colesterol”, diz a nutricionista Mariana Del Bosco. De acordo com ela, o milho, por exemplo, pode ser substituído pelo arroz, na hora do almoço.

Os alimentos em grãos são ricos em carboidratos complexos. Os carboidratos fornecem energia para manter seus movimentos, sua respiração e o perfeito funcionamento do cérebro. Segundo a médica nutróloga Liliane Oppermann, o arroz, os pães e as massas são oriundos de grãos. “Tudo o que você imaginar que tenha carboidrato, vem do grão”, afirma.

Os grãos também fornecem vitaminas B e Ferro, além disso, muitos alimentos em grãos têm fibra. De acordo com a engenheira de alimentos Veridiana De Rosso, a ingestão de fibras pode estar associada à prevenção de doenças degenerativas. Para ela, os efeitos positivos da dieta rica em fibras não aparecem num passe de mágicas. “É uma questão de adoção de uma dieta em que esses componentes estejam presentes diariamente”, lembra.

Conheça os grãos que você pode aderir às suas refeições!

Estudos demonstram também que a saciedade estaria relacionada ao teor de fibras da alimentação. Por isso, os cereais e os grãos são muito indicados na nossa dieta. O nosso organismo leva um bom tempo para digerir estes alimentos, fazendo com que você demore mais para voltar a ter fome.

Segundo a nutróloga Liliane Oppermann, a quinoa real tem sido bastante utilizada. “É o alimento que mais se assemelha ao leite materno”, afirma Liliane. Mas, de acordo com a engenheira de alimentos Veridiana De Rosso, ainda é um cereal caro no Brasil.

Já a linhaça produz bons efeitos para quem consome até uma colher de chá, por dia. “Já traria efeitos benéficos tanto para a saúde cardiovascular, quanto para esse efeito de acelerar um pouco a perda de peso, e a circunferência abdominal”, lembra Mariana Del Bosco. Estudos indicam que a linhaça pode contribuir para diminuir os níveis do mau colesterol, podendo, inclusive, ter efeitos no bom humor da pessoa.

No próximo bloco…

Saiba mais sobre como ter hospital de graça sem sair de casa.

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A figura do médico de família ganhou uma nova versão no século XXI, bem mais sofisticada, mas mantendo sua característica popular. Hoje em dia, além do médico, o paciente pode ter um hospital dentro de sua casa. Para a enfermeira Eli Paula Porto, os pacientes melhoram o humor e aceitam o tratamento com mais facilidade. “Porque quando ele está na casa dele, é como se ele voltasse para o autocontrole da vida dele”, afirma Eli.

O Programa Hospital Domiciliar (Prohdom) foi criado para possibilitar a recuperação do paciente em ambiente familiar, humanizando o tratamento e, ao mesmo tempo, otimizando a utilização dos leitos hospitalares. “A gente faz o contato com a família sempre antes de o paciente ter alta, (falando) qual é o objetivo do programa e se a família tem interesse”, explica Naiana Godinho, assistente social. “Quanto mais tempo o paciente fica internado, mais complicações tem”, conclui a geriatra Alessandra Zago de Melo.

Uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais atendem a qualquer pessoa e cuidam de qualquer doença que exija tratamento especializado. No Brasil, no entanto, a internação domiciliar é indicada, principalmente para pessoas cardíacas ou que sofreram AVC.



Humanização hospitalar ganha cada vez mais importância
segunda-feira, 8 de março de 2010 por Equipe Edição Saúde

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Ambiente claro, ventilado, paredes coloridas, desenhos espalhados nos vários ambientes, brinquedoteca. O que mais se parece com um centro de lazer, na verdade é um hospital. A psicóloga Eliana Ribas lembra que é necessário que o ambiente hospitalar acompanhe as necessidades das pessoas. “Isso tudo compõe a pessoa que é muito mais do que a doença”, afirma Eliana.

A humanização hospitalar passou a ter maior relevância no Brasil neste século XXI, com a implantação do programa nacional de humanização e assistência hospitalar, pelo Ministério da Saúde. Brinquedoteca em hospitais pediátricos é uma das ações do programa, que acabou virando lei em Março de 2005. “Aqui no hospital nós temos estes espaços em que as crianças podem ir até à sala de recreação para brincar. Elas ficam livres para escolher o que elas querem fazer, entre tinta, desenhos, jogos, brincar de carrinho, e os familiares acompanham” afirma a enfermeira Viviane Cohen Nascimento.

Para a pediatra Maria Inês Pinto Nantes, que possui personagens de programas infantis da TV no estetoscópio, mostrar algo comum ao universo lúdico pode facilitar o contato médico. “O ambiente hospitalar não pode mais ser rígido, frio. Você tem que ter médicos que saibam abordar melhor a criança”, afirma a contadora de histórias Marta Guerra. “Aquela idéia de fazer uma coisa menos doída para a criança é real, você consegue fazer”, diz Maria Inês.

Diversos estudos indicam que diminuir o impacto que uma internação causa na criança, costuma ajudar no tratamento da doença. De acordo com a psicóloga Eliana Ribas, a diminuição do stress pode levar a uma resposta imunológica melhor. “É fundamental que ela tenha convívio”, lembra Eliana.

Muitas das atividades são promovidas por voluntários. É o caso dos contadores de história. “Se você ‘tá contando a história de um cachorrinho, eles falam ‘eu tenho um cachorrinho assim’! (Eles) interagem, o familiar também interage”, explica a contadora Marta Guerra.

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De acordo com o médico e maestro Ramir Rahme, a função do projeto Música nos Hospitais não é terapêutica, mas apenas tornar aquele momento especial; “fazer com que a música possa, realmente, atingir individualmente a cada um, dentro do contexto social”.

Conheça as vantagens da música no processo de internação e tratamento médico.

Uma das principais características do atendimento humanizado em hospitais é o cuidado com a família e com o acompanhante do paciente. “Quando você pensa em um paciente com câncer, a gente pode dizer que tem uma família adoentada”, afirma a psicóloga Eliana Ribas.

Para cuidar bem desta tarefa, os profissionais da saúde comprometidos com a linha da humanização entendem que é preciso deixar de valorizar, excessivamente, a tecnologia médica, que torna a medicina cara e impessoal, e valorizar sentimentos como compaixão e respeito pelo próximo. O engajamento de grupos voluntários na rotina do hospital tem ajudado a integração entre pacientes, familiares, acompanhantes e equipe médica. De acordo com a contadora de histórias Marta Guerra, uma equipe de fisioterapia pode, por exemplo, abordar uma criança em parceria com os contadores, para atraí-la de maneira mais leve.

Para a psicóloga Eliana Ribas, o tratamento humanizado é garantido a partir de um profissional humanizado, reconhecido e valorizado. “Essa capacidade de se colocar no lugar do outro, e ouvir, e responder, e dar a informação de uma maneira adequada é fundamental”, afirma Eliana.



A água da torneira e o cálcio no leite
sexta-feira, 5 de março de 2010 por admin

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Beber água é tão importante quanto respirar. E a ciência comprova que não há nenhum exagero nessa afirmação.

A água está presente em quase todas as estruturas que formam nosso corpo. E participa de um grande número de atividades que garantem nossa sobrevivência. “Ela participa do transporte de todos os nutrientes, da comunicação das células. Então sem água suficiente a gente não consegue desenvolver, de forma eficiente, as funções do nosso corpo”, afirma a nutricionista Suzana Bonumá

Através do suor, a água participa do controle de temperatura do nosso corpo, e é fundamental na eliminação de substâncias tóxicas através da urina; leva os nutrientes até as células e ajuda muito a quem quer perder quilo. De acordo com Suzana Bonumá, mais de 30% das pessoas confundem fome com sede.

A ingestão de líquidos ao longo do dia, e principalmente antes das refeições, mantém o estômago relativamente preenchido, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a necessidade de ingestão de alimentos. Mas consumir água durante as refeições tem efeito contrário.

A necessidade diária da água varia em cada etapa da vida. “Tanto crianças quanto idosos têm uma percepção de sede menor”, afirma Suzana Bonumá. De acordo com a nutricionista, é necessário oferecer-lhes água constantemente.

Saiba as consequências do ressecamento para o corpo no vídeo.

De acordo com a nutricionista Suzana Bonumá, uma forma de avaliar o momento de beber água é através da cor da urina. “Se ela ficar amarelo escuro, é sinal de que a hidratação não está funcionando”, lembra Suzana.

A água própria para o consumo deve ser inodora, incolor e insípida, ou seja, sem cheiro, cor ou gosto. A água mineral tem classificações diferentes e cada tipo de água pode ajudar a atender determinada necessidade do organismo. “Se eu estou com deficiência em cálcio, tenho que tomar uma água mineral alcalino terrosa cáustica. No rótulo, você vai encontrar a classificação da água”, explica o hidrogeólogo Carlos Alberto Lancia.

De acordo com André Góis, gerente de qualidade da Sabesp, a água da torneira é boa para beber, pois chega às torneiras após rigoroso tratamento. “Ela tem todo um tratamento para poder ser potável e pronta para beber, da torneira”, diz Góis. O gerente de qualidade lembra que a caixa d’água deve ser limpa a cada seis meses, para evitar doenças de pele. “A água de banho tem que ser tratada do mesmo jeito”, afirma.

É preciso também tomar muito cuidado com a conservação da água, principalmente a usada para beber. Confira dicas no vídeo.

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O tradicional prato “arroz com feijão, bife e salada”, tão presente na vida do brasileiro, não é suficiente para garantir a quantidade necessária de nutrientes essenciais para o organismo. O brasileiro consome três vezes menos cálcio que a quantidade recomendada internacionalmente, e seis vezes menos vitamina D, tão necessária na prevenção da osteoporose. De acordo com Silvia Cozzolino, nutricionista, a dieta atual do brasileiro está deficiente em cálcio. “Normalmente a ingestão de cálcio da nossa população em várias regiões do Brasil tem variado de 300 a 500 miligramas por dia, quando a recomendação para um adulto seria de mil miligramas”, ressalta Silvia.

Segundo o endocrinologista José Marcondes, o cálcio possui duas funções básicas: “primeiro no sistema muscular (…) e o segundo é na formação do nosso esqueleto”, diz. Para o reumatologista Eduardo Meirelles, o cálcio é imprescindível para o desenvolvimento do esqueleto na fase da infância e da puberdade. “90% da nossa massa óssea é formada até o final da adolescência”, afirma Meirelles.

O cálcio também é fundamental para manter o bom funcionamento do cérebro, ajudando na transmissão dos impulsos nervosos e atua também no equilíbrio da pressão sanguínea, prevenindo a hipertensão.

O leite e seus derivados formam a principal e mais imediata fonte de cálcio disponível para o ser humano. “O queijo, a manteiga, o iogurte, a coalhada; todos esses derivados do leite contêm grande quantidade de cálcio alimentar, que é extremamente importante”, lembra Marcondes.

Você sabia que o leite desnatado possui mais cálcio do que o integral? Saiba mais sobre as fontes de cálcio no vídeo.

O consumo exagerado de leite também pode ser prejudicial à saúde, promovendo, por exemplo, o aparecimento das pedras nos rins – resultado do acúmulo de cálcio que não foi eliminado pelo organismo.

“Para esse cálcio ser fixado no osso, você precisa da vitamina D”, afirma Marcondes. “A vitamina D é um hormônio que aumenta a absorção do cálcio pelo trato intestinal”, explica o reumatologista Eduardo Meirelles. De acordo com ele, o ideal é fazer uma sinergia entre o cálcio e a vitamina.

A quantidade de cálcio ingerida com o leite e fixada nos ossos com a vitamina D é diretamente proporcional à prevenção de uma das mais temíveis doenças, a Osteoporose. Fraturas sem motivo aparente, causadas por absoluta fragilidade nos ossos. Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano, no Brasil, em decorrência dessas fraturas, ou por causa de complicações nas cirurgias corretivas.



Doenças típicas do verão nos olhos e nos ouvidos
terça-feira, 26 de janeiro de 2010 por admin

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As pessoas estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger a pele contra a ação dos raios solares, especialmente no verão. Mas existem outras partes sensíveis do nosso corpo que precisam ser protegidas, e normalmente não damos muita atenção a elas.

Altas temperaturas, umidade excessiva e a grande procura por praias e piscinas podem aumentar o surgimento de inflamações e infecções nos ouvidos. No verão, a ocorrência de otites aumenta em até 70%. “O clima quente facilita o aparecimento de doenças na pele e também no ouvido”, explica o otorrinolaringologista Antonio Douglas Menon. Segundo ele, essa infecção compromete apenas a orelha externa – que vai da orelha até o canal auditivo, até o tímpano.

Na maioria das vezes, a umidade causa irritação e coceira no ouvido. E para aliviar o desconforto, muito utilizam cotonetes e objetos que podem causar traumas. Água contaminada, lesões na pele do ouvido, remoção da cera, introdução de objetos, ou mesmo do dedo no canal auditivo são fatores que podem desencadear uma otite. Segundo Antonio Menon, a dor causada pela otite pode ser muito aguda. Em seguida, pode surgir vermelhidão ou inchaço na região da orelha. Um terceiro estágio da infecção pode ser a sensação de ouvido tapado. “O quarto fator, seria já numa fase mais avançada, a secreção que sai pelo ouvido”, aponta o médico.

Compressas de calor ajudam a aliviar a dor. Caso haja coceira, é necessário fazer aspiração da secreção. O tratamento pode fazer os principais sintomas desaparecerem em alguns dias. Até a completa recuperação, o paciente não deve tomar banho de piscina nem no mar.

De acordo com Antonio Menon, diversas medidas podem prevenir o surgimento das infecções. Toucas utilizadas em esportes aquáticos e tampões são ideais para pessoas que tem tendência. É importante também não utilizar nenhum tipo de medicamento sem recomendação médica.

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Quatro em cada dez brasileiros usam colírio por conta própria, durante o verão, pelos mais variados motivos. E em boa parte das vezes, não adiante nada. Praia e piscina são o foco da principal doença ocular do verão: a conjuntivite.

Muitos especialistas acreditam que esta é uma das moléstias oculares em que o benefício do colírio é discutível. “Não adianta tomar antibiótico e nem corticóide; nem colocar esses medicamentos em forma de colírio, porque o vírus tem que ser controlado pelo nosso sistema imunológico”, lembra o oftalmologista Rubens Belfort Neto. Segundo ele, a prescrição médica correta é a compressa com água mineral gelada em cima da pálpebra fechada. “A água fria desinflama o olho, melhora os sintomas, e basicamente é tudo o que a gente tem a oferecer”, pontua o oftalmologista.

No caso da conjuntivite causada por vírus, a contaminação acontece de forma indireta. O período de incubação, desde que a pessoa pegou o vírus até manifestar a doença, é de uma semana. Boa alimentação e cuidado com a higiene pessoal, deixam o organismo menos exposto à ação do vírus da conjuntivite.

Ainda há outros dois tipos de conjuntivite: a bacteriana, altamente contagiosa, e a tóxica, geralmente provocada por exposição acidental a produtos químicos, como protetor solar. De acordo com Rubens Belfort, o boné e os óculos escuros podem ser opções de proteção aos olhos, em detrimento do filtro solar, que pode causar alergia.

Os raios ultravioleta do sol, que castigam a pele nos dias de verão, também são inimigos dos olhos. É recomendável a utilização de óculos escuros para proteger os olhos.



Muito sol e muita água!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 por admin

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Férias, praia, viagem com a família - tudo isso combina perfeitamente com o verão. Atividades relaxantes que muitas vezes provocam descuidos que podem acabar com a diversão.

Nesta época, muitas mudanças ocorrem no meio ambiente e as reações do nosso organismo se adaptam às modificações. “O organismo encontra o meio externo muito quente e tem dificuldade de eliminar calor”, afirma o clínico Paulo Olzon.
De acordo com a nutricionista Bianca Masuchelli Chimenti, um dos sinais do corpo para a desidratação é o suor. “Por isso, a gente deve prestar atenção em se hidratar bem ao longo do dia, e dar prioridade aos alimentos que contém bastante água, como frutas, verduras, legumes”, lembra Bianca. De acordo com o clínico Paulo Olzon, a perda de líquido é mais grave em pessoas mais idosas, que chegam a esta condição naturalmente.
As crianças também merecem cuidados especiais, principalmente os recém-nascidos. Paulo Olzon lembra que as crianças “de berço” não têm a autonomia que as crianças de mais idade, por isso a importância de oferecê-las água sempre. O ambiente onde a criança está deve ser sempre arejado. Se for preciso, use um ventilador desde que o vento não fique diretamente no bebê.
Para a nutricionista Bianca Chimenti, o risco de contaminação e desidratação é maior em crianças e idosos. “O ideal é que as crianças e os idosos comam alimentos mais saudáveis, ricos em vitaminas, minerais e fibras”, indica Bianca. Segundo ela, os adultos, jovens e adolescentes também devem evitar alimentos gordurosos e beber bastante água. “No mínimo oito copos de água por dia”, afirma lembrando que refrigerantes e bebidas gaseificadas e adocicadas não contam.
As doenças mais frequentes do verão geralmente desenvolvem quadro de desidratação, que é a perda excessiva de água pelo organismo. Bianca Chimenti lembra que os problemas gastrointestinais são os mais comuns no verão. “Esses quadros de infecção do aparelho digestivo, que acabam terminando com vômito e diarréia, são muito mais comuns nesta época do ano”, salienta Olzon. Segundo ele o calor facilita o crescimento de várias bactérias. E neste caso o soro caseiro é recomendado.
O soro deve ser dado à pessoa desidratada à cada vinte minutos, ou a cada evacuação nom caso de diarréia. Nos casos mais graves de desidratação, é necessário procurar um médico.

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O sol que brilha aqui, não é mesmo que brilha na Austrália, por exemplo. Essa é a conclusão de um trabalho desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que contradiz uma antiga crença de que o sol é igual em todo o lugar. Com base neste trabalho, a OMS criou um novo índice de riscos da exposição aos raios ultravioleta do sol. Quanto mais próximo dos trópicos, maior o risco de doenças causadas pela radiação solar. De acordo com a dermatologista Lígia Kogos, o raio solar age profundamente, lesando o DNA da célula.
Durante o verão, as principais cidades brasileiras têm índices de raio ultravioleta acima dos 11 pontos, que pelo índice da OMS representa risco extremo à saúde. “Os raios solares são os principais causadores de câncer de pele”, lembra a dermatologista Lígia Kogos. Segundo ela, as manchas e as queimaduras podem ser evitadas com uma proteção adequada.
Os modernos filtros solares são uma importante barreira contra a ação destrutiva dos raios solares. Ele deve ser aplicado antes mesmo de colocar a roupa de banho. “Faz uma grande diferença colocar o filtro solar antes de chegar na praia, ou na piscina, ou na caminhada (…) para que haja tempo do produto penetrar, antes que o nosso organismo já comece a transpirar”, diz a dermatologista.
Não existe um bloqueador total, por mais alto que seja o fator de proteção. De acordo com Lígia Kogos, se uma pessoa de pele e olhos claros leva 10 minutos para ficar vermelha - em decorrência da exposição ao sol -, utilizando um bloqueador de fator 30, ela levará 300 minutos. Portanto o protetor multiplica o tempo de exposição ao sol sem queimaduras.
A pessoa loira, de olhos claros, tem muito menos resistência ao sol. Já uma pessoa negra ou mulata, poderia levar 1 ou 2 horas até começar a sentir algum ardor. Mesmo assim, as pessoas negras não podem deixar de usar o filtro solar.
Existe uma grande dúvida se o fator de proteção indicado nos rótulos dos bloqueadores efetivamente corresponde à capacidade de filtragem dos raios solares. “Uma coisa que as pessoas precisam saber é que o fator de proteção escrito no rótulo se refere apenas à radiação B (UVB), e nós temos outras radiações no espectro solar, principalmente a radiação A, muito difícil de ser bloqueada”, informa a dermatologista. De acordo com ela, para a radiação A, dificilmente se consegue um fator maior que 10 ou 15.
Mulheres que vão à praia usando maquiagem também garantem proteção à pele contra os nocivos efeitos dos raios solares. “O importante é não experimentar uma maquilagem nova justamente no dia que se está indo à praia. Porque o sol interage com algumas substâncias e pode exacerbar alergias”, previne Lígia Kogos.



Excessos alimentares e alcoólicos: os cuidados nas confraternizações
terça-feira, 22 de dezembro de 2009 por admin

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Nessa época de final de ano, até as pessoas que seguem rigorosas dietas ficam mais relaxadas. Quem não é muito regrado, abusa ainda mais, sem peso na consciência. De acordo com a endocrinologista Zuleika Halpern, os excessos no final do ano são longos, pois as confraternizações já começam em novembro. “Em geral se somam várias festas (…) então o paciente faz vários exageros”, lembra a gastroenterologista Luciana Camacho Lobato.

Apesar do mal-estar nas festas estar muito associado a bebedeiras, os médicos dizem que a maioria dos problemas é provocada pelo excesso de comida. “Os alimentos de final de ano, na verdade, não são próprios para o nosso clima tropical”, revela a Zuleika Halpern.

No período das festas, as pessoas consomem uma quantidade maior de gordura e isso irrita a mucosa do estômago. Há pessoas que acabam internadas. E sobre o mito da carne de porco, a nutricionista Denise Madi Carreiro afirma que não há problema em consumi-la “desde que você coma pouco dela”.

A boa alimentação não necessariamente tem que ser gordurosa. Quem quer comemorar, pode muito bem encontrar boas alternativas de pratos requintados mas leves, e de fácil digestão. Neste sentido, a Chef Fernanda Lopes de Almeida recomenda o salmão. “Aqui no Brasil, principalmente, as pessoas não tem o hábito de utilizar o peixe, que todos gostam, é rico em ômega 3”.

Uma série de sintomas pode decorrer dos excessos da alimentação e da bebida. “Com relação à alimentação, as pessoas se sentem com o estômago muito cheio, pesado, dificuldade de esvaziamento, às vezes gases”, disse a gastroenterologista Luciana Camacho. “Podem ter uma diarréia, podem ter enjôo (…) pode dar tontura, para algumas pessoas pode dar aquele processo de empipocar”, lembrou a nutricionista Denise Madi.

Outra situação comum e que costuma desencadear excessos é passar o dia sem comer pensando, exatamente, em aproveitar mais as delícias da ceia. “Principalmente se você fala: eu quero me preparar para uma ceia. Perfeito, se hidrate muito bem e não passe mais de duas horas sem comer”, indicou Denise Madi. “Quando chega na hora de comer, você escolhe a comida, não é ela que te escolhe”, salientou.

Confira aqui as dicas médicas de remédios naturais e farmacêuticos para a sensação de azia e má digestão!

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Se de um lado a comida pode complicar o bem-estar, a bebida também pode causar estragos. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, muitas vezes sem que a pessoa se alimente, causa situações constrangedoras e também perigosas. De acordo com a gastroenterologista Luciana Camacho, o álcool tem alto índice de caloria e por isso não causa sensação de fome. “Principalmente as bebidas que levam açúcar na sua confecção, por exemplo as nossas caipirinhas (…) só que o açúcar não forra o estômago, não protege”, lembra ela.

Tentando evitar o mal-estar típico de quem exagera, alguns costumam utilizar remédios antes mesmo da ingestão de bebida alcoólica. “O fato de misturar as bebidas não é tão grave quanto a quantidade que você ingere”, diz a endocrinologista Zuleika Halpern.

Para não atingir o estado crítico de embriaguez, os especialistas fazem algumas recomendações. A primeira, claro, é beber moderadamente. “Você tem que intercalar: uma dose de álcool, uma dose de água. Não serve outro líquido, não servem refrigerantes (…). Antes de sair de casa forrar o estômago com alguma alimentação variada, que tenha, até mesmo, alguma substância gordurosa”, afirma Luciana Camacho. Confira aqui a dica de suco, da Chef Fernanda Lopes!

Para compensar os exageros cometidos à mesa, muito correm para as academias e ali também exageram nos exercícios em busca da forma perdida, o que faz o corpo produzir substâncias que contribuem para a ocorrência de dores musculares, fadiga e mudança de humor. Os excessos também estão ligados ao aparecimento de várias doenças cardiovasculares, como o infarto agudo. De acordo com o preparador físico Thiago Poggio, o ideal é praticar atividade física consecutivamente.



 
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