A bateria de exames que leva o nome inglês Check up, passou a ser parte de uma rotina médica específica, no final dos anos 50, com o início do programa espacial dos EUA. Segundo a Coordenadora de Check up do Hospital Sírio Libanês Danielli Haddad, a finalidade do exame era avaliar astronautas. “As pessoas faziam uma bateria de exames para saber se eles suportariam um ambiente hostil”, lembra Danielli.
A partir da década de 80, o check up se tornou um procedimento corriqueiro da medicina preventiva. A idade média de homens e mulheres que fazem, rotineiramente, esses exames baixou de 45 para 35 anos. Para o geriatra Alexandre Busse, o check up possui três pilares: “A conversa, o exame físico e a terceira parte é a realização dos exames”, diz. “O teste do pezinho é o primeiro check up que a pessoa faz”, informa Danielli Haddad.
A recomendação atual é: Só realizar os exames de rastreamento se houver certeza de que a descoberta precoce pode ajudar na cura ou no controle da doença. “Abaixo de 40 anos, se a pessoa não tem nenhum antecedente (…) ela pode fazer (o check up) a cada três anos”, afirma Danielli Haddad. A hebiatra Débora Gejer lembra que, segundo a OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria, a adolescência vai dos 10 aos 20 anos, e que para esta faixa etária, o ideal é que o retorno para o check up seja de uma vez ao ano.
Dados do Instituto Nacional do Câncer revelam 40 mil novos casos de câncer de próstata por ano, no Brasil, entre homens com mais de 40 anos. O câncer de próstata é a segunda causa de óbitos entre os homens, sendo superada apenas pelo câncer de pulmão. As mulheres, depois dos 35 anos, devem incluir a mamografia, com ou sem histórico familiar de câncer de mama.
“Depois dos 50 anos, homens e mulheres ficam expostos ao câncer de intestino também. Então essas pessoas (…) deveriam estar fazendo a colunoscopia, que é um exame para se detectar lesões pré-cancerígenas”, lembra Danielli. Alexandre Busse lembra de outros exames necessários. “Principalmente aquelas pessoas que fumam, a gente precisa ver a Aorta (…) pra ver se não tem um aneurisma”, lembra ele.
“O ideal, para todas as pessoas, é ter o seu médico de confiança, e este médico vai acompanhando este indivíduo”, ressalta Danielli. Para Busse, além dos exames é ideal buscar manter a saúde e observar as indicações médicas. “O aconselhamento, no final das contas, é mais importante do que o próprio check up. Porque o aconselhamento é que vai me dizer o que eu tenho que mudar na minha vida para continuar com saúde, ou para ter mais saúde”, salienta o geriatra.