Os tratamentos e as consequências do tabagismo
terça-feira, 3 de novembro de 2009 por admin
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A história registra que há mais de dez mil anos a.C., índios da América Central consumiam tabaco, em forma de cigarro, durante rituais religiosos.
A nicotina atinge o cérebro em até 20 segundos; tempo bem mais rápido que o de drogas como a cocaína e o crack. Por isso, a probabilidade de um indivíduo se tornar dependente do cigarro, é muito alta.

Segundo a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, a maior quantidade dos receptores cerebrais de nicotina está na área do prazer. “Ao fumar ele se sente bem, porque libera um monte de substâncias psicoativas que dão essa sensação de bem-estar”, explica. A psicóloga Silvia Cury Ismael afirma que o cigarro gera uma relação de facilitação com a pessoa ansiosa. Para ela, a pessoa “usa o cigarro como uma muleta”, diz.

Muitas das 4500 substâncias que existem no cigarro são responsáveis por sérios problemas de saúde. “Diversos cânceres - os principais são de pulmão e bixiga - e outras doenças, como a trombogeíte obliterante, que pode causar necrose nos dedos dos pés e das mãos, pode desenvolver impotência sexual”, lembra o pneumologista Frederico Fernandes. De acordo com o médico, os fumantes estão mais sujeitos, também, a ter depressão.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que existam cerca de dois milhões de fumantes passivos no mundo. Destes, 700 milhões seriam crianças. Segundo Fernandes, as crianças que moram com pais fumantes estão mais sujeitas a ter pneumonias, rinossinusites agudas e otites. “Uma gestante que fuma tem um risco maior de ter um bebê de baixo peso, um parto prematuro, óbito fetal”, alerta o médico.

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A decisão de parar de fumar está ligada a uma motivação muito forte. A partir do momento em que a pessoa decide parar de fumar, o ideal é buscar orientação médica ou um grupo de apoio. Especialistas na luta contra o tabagismo reconhecem que, na maioria dos casos, recorrer a um tratamento aumenta bastante as chances de largar o vício.

O comerciante Rinaldo Lourenço dos Santos relembrou os sintomas da falta da nicotina. “Tudo me irritava”, disse ele. Segundo a psicóloga Silvia Cury, parar de fumar eleva a ansiedade, o que pode inclusive alterar o peso. “O mecanismo da nicotina acelera o metabolismo, então quando você para de fumar, você queima menor quantidade de caloria do que queimava antes”, alertou.

“De cada 100 pessoas que tentam parar sem ajuda, só cinco conseguem”, afirmou o pneumologista Frederico Fernandes, que acredita que o apoio psicológico e as orientações em grupo são mais eficientes no tratamento.

Algumas dicas podem ajudar quem deseja parar de fumar. Sempre que tiver vontade de acender o cigarro:
- Beba dois copos d’água;
- Coma cenoura crua;
- Ao tomar café, procure misturar com leite.
Outra boa técnica é a respiração de Ioga. Mascar cravo da índia também pode ser uma boa alternativa.



 
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