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Excessos alimentares e alcoólicos: os cuidados nas confraternizações
terça-feira, 22 de dezembro de 2009 por admin
Nessa época de final de ano, até as pessoas que seguem rigorosas dietas ficam mais relaxadas. Quem não é muito regrado, abusa ainda mais, sem peso na consciência. De acordo com a endocrinologista Zuleika Halpern, os excessos no final do ano são longos, pois as confraternizações já começam em novembro. “Em geral se somam várias festas (…) então o paciente faz vários exageros”, lembra a gastroenterologista Luciana Camacho Lobato.
Apesar do mal-estar nas festas estar muito associado a bebedeiras, os médicos dizem que a maioria dos problemas é provocada pelo excesso de comida. “Os alimentos de final de ano, na verdade, não são próprios para o nosso clima tropical”, revela a Zuleika Halpern.
No período das festas, as pessoas consomem uma quantidade maior de gordura e isso irrita a mucosa do estômago. Há pessoas que acabam internadas. E sobre o mito da carne de porco, a nutricionista Denise Madi Carreiro afirma que não há problema em consumi-la “desde que você coma pouco dela”.
A boa alimentação não necessariamente tem que ser gordurosa. Quem quer comemorar, pode muito bem encontrar boas alternativas de pratos requintados mas leves, e de fácil digestão. Neste sentido, a Chef Fernanda Lopes de Almeida recomenda o salmão. “Aqui no Brasil, principalmente, as pessoas não tem o hábito de utilizar o peixe, que todos gostam, é rico em ômega 3”.
Uma série de sintomas pode decorrer dos excessos da alimentação e da bebida. “Com relação à alimentação, as pessoas se sentem com o estômago muito cheio, pesado, dificuldade de esvaziamento, às vezes gases”, disse a gastroenterologista Luciana Camacho. “Podem ter uma diarréia, podem ter enjôo (…) pode dar tontura, para algumas pessoas pode dar aquele processo de empipocar”, lembrou a nutricionista Denise Madi.
Outra situação comum e que costuma desencadear excessos é passar o dia sem comer pensando, exatamente, em aproveitar mais as delícias da ceia. “Principalmente se você fala: eu quero me preparar para uma ceia. Perfeito, se hidrate muito bem e não passe mais de duas horas sem comer”, indicou Denise Madi. “Quando chega na hora de comer, você escolhe a comida, não é ela que te escolhe”, salientou.
Confira aqui as dicas médicas de remédios naturais e farmacêuticos para a sensação de azia e má digestão!
Se de um lado a comida pode complicar o bem-estar, a bebida também pode causar estragos. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, muitas vezes sem que a pessoa se alimente, causa situações constrangedoras e também perigosas. De acordo com a gastroenterologista Luciana Camacho, o álcool tem alto índice de caloria e por isso não causa sensação de fome. “Principalmente as bebidas que levam açúcar na sua confecção, por exemplo as nossas caipirinhas (…) só que o açúcar não forra o estômago, não protege”, lembra ela.
Tentando evitar o mal-estar típico de quem exagera, alguns costumam utilizar remédios antes mesmo da ingestão de bebida alcoólica. “O fato de misturar as bebidas não é tão grave quanto a quantidade que você ingere”, diz a endocrinologista Zuleika Halpern.
Para não atingir o estado crítico de embriaguez, os especialistas fazem algumas recomendações. A primeira, claro, é beber moderadamente. “Você tem que intercalar: uma dose de álcool, uma dose de água. Não serve outro líquido, não servem refrigerantes (…). Antes de sair de casa forrar o estômago com alguma alimentação variada, que tenha, até mesmo, alguma substância gordurosa”, afirma Luciana Camacho. Confira aqui a dica de suco, da Chef Fernanda Lopes!
Para compensar os exageros cometidos à mesa, muito correm para as academias e ali também exageram nos exercícios em busca da forma perdida, o que faz o corpo produzir substâncias que contribuem para a ocorrência de dores musculares, fadiga e mudança de humor. Os excessos também estão ligados ao aparecimento de várias doenças cardiovasculares, como o infarto agudo. De acordo com o preparador físico Thiago Poggio, o ideal é praticar atividade física consecutivamente.

Transtornos de ansiedade: TOC e Pânico
terça-feira, 22 de dezembro de 2009 por admin
Todo mundo tem suas manias: verificar se o gás está mesmo desligado; somar os números da placa do carro da frente; contar degraus. A ciência descobriu que a mania pode mesmo acabar desenvolvendo graves doenças. Por diversos motivos as manias podem desencadear um mal conhecido cientificamente como Transtorno Obsessivo Compulsivo. “É a repetição de pensamento, de idéias; é a obsessão e a ‘ritualização’ que são de morte mesmo, muito forte”, declara o terapeuta ocupacional Rodrigo de Ávila.
Segundo a psiquiatra Roseli Gedanke Shavitt, do PROTOC, “a preocupação repetitiva com contaminação, em qualquer superfície que eu toque é obsessão”. Já o comportamento gerado pela obsessão é a compulsão: “eu vou me levar frequentemente, exageradamente, muito mais do que o necessário”, explica a médica. Ainda definindo a doença, o psicólogo Nil Morais explica que o TOC é uma doença do medo.
Em uma população adulta, para cada homem afetado há também uma mulher com a doença. “Mas nos homens, o início mais freqüente é na infância e as mulheres no início da idade adulta”, pontua Roseli Gedanke. Segundo ela, as causas do TOC ainda são desconhecidas. “A gente sabe que existe um componente genético, não necessariamente hereditário (…) mas às vezes a pessoa não tem história familiar e desenvolve a doença também, porque alguma coisa aconteceu no plano biológico que a deixou vulnerável para desenvolver o transtorno”, salientou.
Na maioria das vezes, as pessoas com TOC sabem que seus pensamentos obsessivos são sem sentido e exagerados e que seus comportamentos compulsivos não são realmente necessários. Isso é o que causa maior sofrimento.
De acordo com a psiquiatra Roseli Gedanke, existem dois tratamentos convencionais: o farmacológico e o psicoterápico. “Depende de um acompanhamento medicamentoso para a vida toda”, lembra o terapeuta Rodrigo de Ávila, além de atividades terapêuticas, que visam melhor a autoestima, o autocontrole. “Atividades que façam com que o sujeito supere a adversidade mesmo que não tenha cura da doença”, diz Rodrigo.
Nas primeiras doze semanas de tratamento ainda não se pode mensurar o quanto o paciente evoluiu. “(São) pelo menos três meses para avaliar a resposta ao primeiro tratamento”, afirma a psiquiatra Roseli. “A nossa meta é recuperar a qualidade de vida; tornar aquilo compatível com uma vida normal, fazer projetos, de qualquer natureza”, salienta Roseli.
A Síndrome do Pânico atinge entre 15 e 30 milhões de pessoas em todo o mundo. A maioria mulheres. São pessoas jovens, entre 21 e 40 anos, que se encontram na plenitude de suas vidas profissionais. Segundo o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, é essencial entender a doença. “Com o tratamento, você vai aprendendo a lidar com essa ansiedade, com ajuda dos remédios você também vai diminuir essa ansiedade, e aí você vai voltar à sua vida normal”.
“Os familiares não sabem como lidar com a pessoa que tem transtorno de ansiedade”, afirma a psicóloga Lílian Lerner Castro, da ONG A Porta.
É comum que os transtornos psíquicos sejam interpretados como simples fraqueza de caráter. De acordo com o psiquiatra Luiz Vicente Figueira, as crises começam isoladamente e passam a se repetir, podendo ocorrer várias vezes ao dia. Neste caso, “desencadeia um caso que nós chamamos de agorafobia, que é o medo de passar mal”.
Na fase aguda, os pacientes recebem tratamento medicamentoso, com antidepressivos. “Nós usamos também a psicoterapia cognitiva. (…) É você entender a sua doença, ver o que está acontecendo com você e se expor a situações que você tem medo”, indica o psiquiatra.
“Durante um ataque de pânico, se ela ( a pessoa) souber transferir o que ela aprendeu na Yoga para aquele momento de crise, e souber controlar a respiração dela, vai melhorar bastante”, afirma o professor de educação física Ricardo William Muotri.
Os grupos de apoio são, também, um importante aliado na recuperação de quem sofre com o pânico. “Quando ela entra em um grupo em que ela percebe que outras pessoas têm o mesmo problema (…) a pessoa fica mais tranqüila. Percebe que não é só ela e isso mexe, realmente, com a autoestima da pessoa”, salienta a psicóloga Lílian Lerner.

A alergia alimentar e o que fazer quando a reação se inicia na vida adulta
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 por admin
Independentemente de sexo, idade ou raça, qualquer pessoa pode desenvolver alergia. As reações alérgicas podem ter diferentes causas: animais, plantas, remédios, alimentos. Para o pediatra Mauro Toporovski, as alergias, em geral, aumentaram sua prevalência em mais de 40% nas populações modernas.
“Áreas de ressecamento e vermelhidão, até desordem gastrintestinal é perceptível nas crianças e muito mais rápido do que no adulto”, afirma a nutricionista Ana Paula Mendonça. O leite materno pode proteger a criança contra inúmeras doenças, a alergia alimentar é uma delas. No entanto, existe a possibilidade do leite da mãe representar risco ao bebê.
De acordo com a alergista Cristina Miuki Abe Jacob, a proteína do leite de vaca, consumido pelas mamães, passa pelo tecido mamário saindo no leite materno, o que pode gerar uma sensibilização. “No caso da alergia alimentar, a grande preocupação é que você pode ter um choque anafilático e pode morrer”, lembrou a alergista.
Diagnosticar alergia alimentar em um indivíduo adulto é muito difícil, porque normalmente as manifestações alérgicas demoram mais para acontecer. Os sintomas dependem da quantidade consumida, freqüência do consumo, e qual parte do corpo é afetada. Nem sempre existem sintomas quando a substância é ingerida uma única vez.
Muitas vezes a ingestão do alimento que causa a alergia tardia, dá prazer. Mas ao mesmo tempo acaba provocando dependência de consumo. A pessoa passa a consumir mais vezes o alimento, favorecendo o aparecimento das reações alérgicas. De acordo com o pediatra Mauro Toporovski e a nutricionista Ana Paula Mendonça, diarréia, cólica, má absorção, cefaléia crônica, rinite, otite, bronquite, asma, constipação, obesidade e dificuldade de perder peso, ou magreza excessiva podem ser sintomas de alergia alimentar tardia.
“O paciente fica com taquicardia, pálido, pode ficar com tontura, pode desmaiar, então essas reações são muito mais graves; essas que envolvem o sistema circulatório e exigem, imediatamente, o pronto-socorro”, salientou Toporovski. Os alimentos que com maior freqüência provocam reações alérgicas são: leite de vaca, ovos, amendoim, crustáceos, mariscos e castanhas.
Os exames médicos são importantes para estabelecer um diagnóstico preciso, mas a sensibilidade, o conhecimento e a experiência ajudam muito. “Se você tem alergia alimentar, só vai conseguir um bom controle dos sintomas se retirar o alérgeno* da dieta”, lembrou o pediatra.
* ou Alergênio - Agente capaz de produzir alergia.
(Fonte: http://michaelis.uol.com.br/)

Trabalho e trânsito: as dores causadas pelas exigências da vida moderna
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 por admin
Doenças da vida moderna são aquelas relacionadas com os novos hábitos da sociedade que alteraram profundamente o conceito de estilo de vida. O avanço da tecnologia, que trouxe ferramentas para ajudar a vida do homem, acabou se tornando instrumento de pressão por alta produtividade, gerando excesso de trabalho, sedentarismo, baixa qualidade do sono e alto nível de stress. De acordo com o ortopedista Sérgio Nicoletti, o stress no trabalho pode estar associado às dores de cabeça, nas costas e insônia.
No universo digital, encontramos um mundo de possibilidades: passar muito tempo na frente do computador, no celular, ou mesmo ouvindo música no fone de ouvido, pode causar danos ao corpo. “O computador tem diversos fatores de risco… Sem muita mobilidade, os músculos começam a ficar enrijecidos no pescoço, nas costas; começa a aparecer um conjunto de situações que são de adaptação mas que podem provocar a dor”, explica Sérgio Nicoletti. Segundo a fisioterapeuta Anice Pássaro, ficar muito tempo no computador ou no laptop gera sobrecarga na coluna e nos membros superiores.
Além das dores mais comuns, a exposição contínua à tela do computador pode acarretar em problemas na visão. “Quando a gente está no computador, esquecemos de piscar… o olho fica mais ressecado”, afirma a oftalmologista Caroline Amaral Ferraz. De acordo com ela, o organismo responde com vermelhidão nos olhos e cansaço visual.
No Brasil estima-se que a forma mais comum de lesão causada por trabalho repetitivo em computador seja a tendinite. Cerca de 200 mil trabalhadores brasileiros sofrem deste mal. “Devemos fazer pausas de uma em uma hora para andar um pouco e, eventualmente, fazer alguns exercícios de relaxamento”, lembrou Anice Pássaro. Confira aqui os exercícios indicados!
Mais de 1 bilhão de veículos circulam pelas ruas de todo o mundo. Em muitas cidades, a concentração de veículos provoca imensos congestionamentos que são responsáveis por diversos problemas de saúde. De acordo com Ubiratan de Paula Santos, pneumologista do Incor, ciclistas, motoristas, motoboys e até passageiros de ônibus têm mais chances de infarto devido ao tempo que passam no trânsito.
A poluição, principalmente nos locais de grande concentração de carros, mata quase 1 milhão de pessoas, por ano, em todo o planeta. Pesquisas também têm apontado relação entre a poluição e conjuntivite, a sinusite e a diminuição da fertilidade dos homens. “Também há uma discussão sobre o Mal de Alzheimer, que está aumentando em cidades poluídas”, revelou o pneumologista Ubiratan.
A concentração do sangue nos vasos sanguíneos na região das pernas pode levar à formação de coágulos e afetar, perigosamente, a circulação do sangue; aumentando o risco de um acidente vascular cerebral, de um ataque cardíaco e uma trombose. A postura ideal para dirigir você confere aqui, no Edição Saúde!

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