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Doenças típicas do verão nos olhos e nos ouvidos
terça-feira, 26 de janeiro de 2010 por admin
As pessoas estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger a pele contra a ação dos raios solares, especialmente no verão. Mas existem outras partes sensíveis do nosso corpo que precisam ser protegidas, e normalmente não damos muita atenção a elas.
Altas temperaturas, umidade excessiva e a grande procura por praias e piscinas podem aumentar o surgimento de inflamações e infecções nos ouvidos. No verão, a ocorrência de otites aumenta em até 70%. “O clima quente facilita o aparecimento de doenças na pele e também no ouvido”, explica o otorrinolaringologista Antonio Douglas Menon. Segundo ele, essa infecção compromete apenas a orelha externa – que vai da orelha até o canal auditivo, até o tímpano.
Na maioria das vezes, a umidade causa irritação e coceira no ouvido. E para aliviar o desconforto, muito utilizam cotonetes e objetos que podem causar traumas. Água contaminada, lesões na pele do ouvido, remoção da cera, introdução de objetos, ou mesmo do dedo no canal auditivo são fatores que podem desencadear uma otite. Segundo Antonio Menon, a dor causada pela otite pode ser muito aguda. Em seguida, pode surgir vermelhidão ou inchaço na região da orelha. Um terceiro estágio da infecção pode ser a sensação de ouvido tapado. “O quarto fator, seria já numa fase mais avançada, a secreção que sai pelo ouvido”, aponta o médico.
Compressas de calor ajudam a aliviar a dor. Caso haja coceira, é necessário fazer aspiração da secreção. O tratamento pode fazer os principais sintomas desaparecerem em alguns dias. Até a completa recuperação, o paciente não deve tomar banho de piscina nem no mar.
De acordo com Antonio Menon, diversas medidas podem prevenir o surgimento das infecções. Toucas utilizadas em esportes aquáticos e tampões são ideais para pessoas que tem tendência. É importante também não utilizar nenhum tipo de medicamento sem recomendação médica.
Quatro em cada dez brasileiros usam colírio por conta própria, durante o verão, pelos mais variados motivos. E em boa parte das vezes, não adiante nada. Praia e piscina são o foco da principal doença ocular do verão: a conjuntivite.
Muitos especialistas acreditam que esta é uma das moléstias oculares em que o benefício do colírio é discutível. “Não adianta tomar antibiótico e nem corticóide; nem colocar esses medicamentos em forma de colírio, porque o vírus tem que ser controlado pelo nosso sistema imunológico”, lembra o oftalmologista Rubens Belfort Neto. Segundo ele, a prescrição médica correta é a compressa com água mineral gelada em cima da pálpebra fechada. “A água fria desinflama o olho, melhora os sintomas, e basicamente é tudo o que a gente tem a oferecer”, pontua o oftalmologista.
No caso da conjuntivite causada por vírus, a contaminação acontece de forma indireta. O período de incubação, desde que a pessoa pegou o vírus até manifestar a doença, é de uma semana. Boa alimentação e cuidado com a higiene pessoal, deixam o organismo menos exposto à ação do vírus da conjuntivite.
Ainda há outros dois tipos de conjuntivite: a bacteriana, altamente contagiosa, e a tóxica, geralmente provocada por exposição acidental a produtos químicos, como protetor solar. De acordo com Rubens Belfort, o boné e os óculos escuros podem ser opções de proteção aos olhos, em detrimento do filtro solar, que pode causar alergia.
Os raios ultravioleta do sol, que castigam a pele nos dias de verão, também são inimigos dos olhos. É recomendável a utilização de óculos escuros para proteger os olhos.

Muito sol e muita água!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 por admin
Férias, praia, viagem com a família - tudo isso combina perfeitamente com o verão. Atividades relaxantes que muitas vezes provocam descuidos que podem acabar com a diversão.
Nesta época, muitas mudanças ocorrem no meio ambiente e as reações do nosso organismo se adaptam às modificações. “O organismo encontra o meio externo muito quente e tem dificuldade de eliminar calor”, afirma o clínico Paulo Olzon.
De acordo com a nutricionista Bianca Masuchelli Chimenti, um dos sinais do corpo para a desidratação é o suor. “Por isso, a gente deve prestar atenção em se hidratar bem ao longo do dia, e dar prioridade aos alimentos que contém bastante água, como frutas, verduras, legumes”, lembra Bianca. De acordo com o clínico Paulo Olzon, a perda de líquido é mais grave em pessoas mais idosas, que chegam a esta condição naturalmente.
As crianças também merecem cuidados especiais, principalmente os recém-nascidos. Paulo Olzon lembra que as crianças “de berço” não têm a autonomia que as crianças de mais idade, por isso a importância de oferecê-las água sempre. O ambiente onde a criança está deve ser sempre arejado. Se for preciso, use um ventilador desde que o vento não fique diretamente no bebê.
Para a nutricionista Bianca Chimenti, o risco de contaminação e desidratação é maior em crianças e idosos. “O ideal é que as crianças e os idosos comam alimentos mais saudáveis, ricos em vitaminas, minerais e fibras”, indica Bianca. Segundo ela, os adultos, jovens e adolescentes também devem evitar alimentos gordurosos e beber bastante água. “No mínimo oito copos de água por dia”, afirma lembrando que refrigerantes e bebidas gaseificadas e adocicadas não contam.
As doenças mais frequentes do verão geralmente desenvolvem quadro de desidratação, que é a perda excessiva de água pelo organismo. Bianca Chimenti lembra que os problemas gastrointestinais são os mais comuns no verão. “Esses quadros de infecção do aparelho digestivo, que acabam terminando com vômito e diarréia, são muito mais comuns nesta época do ano”, salienta Olzon. Segundo ele o calor facilita o crescimento de várias bactérias. E neste caso o soro caseiro é recomendado.
O soro deve ser dado à pessoa desidratada à cada vinte minutos, ou a cada evacuação nom caso de diarréia. Nos casos mais graves de desidratação, é necessário procurar um médico.
O sol que brilha aqui, não é mesmo que brilha na Austrália, por exemplo. Essa é a conclusão de um trabalho desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que contradiz uma antiga crença de que o sol é igual em todo o lugar. Com base neste trabalho, a OMS criou um novo índice de riscos da exposição aos raios ultravioleta do sol. Quanto mais próximo dos trópicos, maior o risco de doenças causadas pela radiação solar. De acordo com a dermatologista Lígia Kogos, o raio solar age profundamente, lesando o DNA da célula.
Durante o verão, as principais cidades brasileiras têm índices de raio ultravioleta acima dos 11 pontos, que pelo índice da OMS representa risco extremo à saúde. “Os raios solares são os principais causadores de câncer de pele”, lembra a dermatologista Lígia Kogos. Segundo ela, as manchas e as queimaduras podem ser evitadas com uma proteção adequada.
Os modernos filtros solares são uma importante barreira contra a ação destrutiva dos raios solares. Ele deve ser aplicado antes mesmo de colocar a roupa de banho. “Faz uma grande diferença colocar o filtro solar antes de chegar na praia, ou na piscina, ou na caminhada (…) para que haja tempo do produto penetrar, antes que o nosso organismo já comece a transpirar”, diz a dermatologista.
Não existe um bloqueador total, por mais alto que seja o fator de proteção. De acordo com Lígia Kogos, se uma pessoa de pele e olhos claros leva 10 minutos para ficar vermelha - em decorrência da exposição ao sol -, utilizando um bloqueador de fator 30, ela levará 300 minutos. Portanto o protetor multiplica o tempo de exposição ao sol sem queimaduras.
A pessoa loira, de olhos claros, tem muito menos resistência ao sol. Já uma pessoa negra ou mulata, poderia levar 1 ou 2 horas até começar a sentir algum ardor. Mesmo assim, as pessoas negras não podem deixar de usar o filtro solar.
Existe uma grande dúvida se o fator de proteção indicado nos rótulos dos bloqueadores efetivamente corresponde à capacidade de filtragem dos raios solares. “Uma coisa que as pessoas precisam saber é que o fator de proteção escrito no rótulo se refere apenas à radiação B (UVB), e nós temos outras radiações no espectro solar, principalmente a radiação A, muito difícil de ser bloqueada”, informa a dermatologista. De acordo com ela, para a radiação A, dificilmente se consegue um fator maior que 10 ou 15.
Mulheres que vão à praia usando maquiagem também garantem proteção à pele contra os nocivos efeitos dos raios solares. “O importante é não experimentar uma maquilagem nova justamente no dia que se está indo à praia. Porque o sol interage com algumas substâncias e pode exacerbar alergias”, previne Lígia Kogos.

Excessos alimentares e alcoólicos: os cuidados nas confraternizações
terça-feira, 22 de dezembro de 2009 por admin
Nessa época de final de ano, até as pessoas que seguem rigorosas dietas ficam mais relaxadas. Quem não é muito regrado, abusa ainda mais, sem peso na consciência. De acordo com a endocrinologista Zuleika Halpern, os excessos no final do ano são longos, pois as confraternizações já começam em novembro. “Em geral se somam várias festas (…) então o paciente faz vários exageros”, lembra a gastroenterologista Luciana Camacho Lobato.
Apesar do mal-estar nas festas estar muito associado a bebedeiras, os médicos dizem que a maioria dos problemas é provocada pelo excesso de comida. “Os alimentos de final de ano, na verdade, não são próprios para o nosso clima tropical”, revela a Zuleika Halpern.
No período das festas, as pessoas consomem uma quantidade maior de gordura e isso irrita a mucosa do estômago. Há pessoas que acabam internadas. E sobre o mito da carne de porco, a nutricionista Denise Madi Carreiro afirma que não há problema em consumi-la “desde que você coma pouco dela”.
A boa alimentação não necessariamente tem que ser gordurosa. Quem quer comemorar, pode muito bem encontrar boas alternativas de pratos requintados mas leves, e de fácil digestão. Neste sentido, a Chef Fernanda Lopes de Almeida recomenda o salmão. “Aqui no Brasil, principalmente, as pessoas não tem o hábito de utilizar o peixe, que todos gostam, é rico em ômega 3”.
Uma série de sintomas pode decorrer dos excessos da alimentação e da bebida. “Com relação à alimentação, as pessoas se sentem com o estômago muito cheio, pesado, dificuldade de esvaziamento, às vezes gases”, disse a gastroenterologista Luciana Camacho. “Podem ter uma diarréia, podem ter enjôo (…) pode dar tontura, para algumas pessoas pode dar aquele processo de empipocar”, lembrou a nutricionista Denise Madi.
Outra situação comum e que costuma desencadear excessos é passar o dia sem comer pensando, exatamente, em aproveitar mais as delícias da ceia. “Principalmente se você fala: eu quero me preparar para uma ceia. Perfeito, se hidrate muito bem e não passe mais de duas horas sem comer”, indicou Denise Madi. “Quando chega na hora de comer, você escolhe a comida, não é ela que te escolhe”, salientou.
Confira aqui as dicas médicas de remédios naturais e farmacêuticos para a sensação de azia e má digestão!
Se de um lado a comida pode complicar o bem-estar, a bebida também pode causar estragos. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, muitas vezes sem que a pessoa se alimente, causa situações constrangedoras e também perigosas. De acordo com a gastroenterologista Luciana Camacho, o álcool tem alto índice de caloria e por isso não causa sensação de fome. “Principalmente as bebidas que levam açúcar na sua confecção, por exemplo as nossas caipirinhas (…) só que o açúcar não forra o estômago, não protege”, lembra ela.
Tentando evitar o mal-estar típico de quem exagera, alguns costumam utilizar remédios antes mesmo da ingestão de bebida alcoólica. “O fato de misturar as bebidas não é tão grave quanto a quantidade que você ingere”, diz a endocrinologista Zuleika Halpern.
Para não atingir o estado crítico de embriaguez, os especialistas fazem algumas recomendações. A primeira, claro, é beber moderadamente. “Você tem que intercalar: uma dose de álcool, uma dose de água. Não serve outro líquido, não servem refrigerantes (…). Antes de sair de casa forrar o estômago com alguma alimentação variada, que tenha, até mesmo, alguma substância gordurosa”, afirma Luciana Camacho. Confira aqui a dica de suco, da Chef Fernanda Lopes!
Para compensar os exageros cometidos à mesa, muito correm para as academias e ali também exageram nos exercícios em busca da forma perdida, o que faz o corpo produzir substâncias que contribuem para a ocorrência de dores musculares, fadiga e mudança de humor. Os excessos também estão ligados ao aparecimento de várias doenças cardiovasculares, como o infarto agudo. De acordo com o preparador físico Thiago Poggio, o ideal é praticar atividade física consecutivamente.

Transtornos de ansiedade: TOC e Pânico
terça-feira, 22 de dezembro de 2009 por admin
Todo mundo tem suas manias: verificar se o gás está mesmo desligado; somar os números da placa do carro da frente; contar degraus. A ciência descobriu que a mania pode mesmo acabar desenvolvendo graves doenças. Por diversos motivos as manias podem desencadear um mal conhecido cientificamente como Transtorno Obsessivo Compulsivo. “É a repetição de pensamento, de idéias; é a obsessão e a ‘ritualização’ que são de morte mesmo, muito forte”, declara o terapeuta ocupacional Rodrigo de Ávila.
Segundo a psiquiatra Roseli Gedanke Shavitt, do PROTOC, “a preocupação repetitiva com contaminação, em qualquer superfície que eu toque é obsessão”. Já o comportamento gerado pela obsessão é a compulsão: “eu vou me levar frequentemente, exageradamente, muito mais do que o necessário”, explica a médica. Ainda definindo a doença, o psicólogo Nil Morais explica que o TOC é uma doença do medo.
Em uma população adulta, para cada homem afetado há também uma mulher com a doença. “Mas nos homens, o início mais freqüente é na infância e as mulheres no início da idade adulta”, pontua Roseli Gedanke. Segundo ela, as causas do TOC ainda são desconhecidas. “A gente sabe que existe um componente genético, não necessariamente hereditário (…) mas às vezes a pessoa não tem história familiar e desenvolve a doença também, porque alguma coisa aconteceu no plano biológico que a deixou vulnerável para desenvolver o transtorno”, salientou.
Na maioria das vezes, as pessoas com TOC sabem que seus pensamentos obsessivos são sem sentido e exagerados e que seus comportamentos compulsivos não são realmente necessários. Isso é o que causa maior sofrimento.
De acordo com a psiquiatra Roseli Gedanke, existem dois tratamentos convencionais: o farmacológico e o psicoterápico. “Depende de um acompanhamento medicamentoso para a vida toda”, lembra o terapeuta Rodrigo de Ávila, além de atividades terapêuticas, que visam melhor a autoestima, o autocontrole. “Atividades que façam com que o sujeito supere a adversidade mesmo que não tenha cura da doença”, diz Rodrigo.
Nas primeiras doze semanas de tratamento ainda não se pode mensurar o quanto o paciente evoluiu. “(São) pelo menos três meses para avaliar a resposta ao primeiro tratamento”, afirma a psiquiatra Roseli. “A nossa meta é recuperar a qualidade de vida; tornar aquilo compatível com uma vida normal, fazer projetos, de qualquer natureza”, salienta Roseli.
A Síndrome do Pânico atinge entre 15 e 30 milhões de pessoas em todo o mundo. A maioria mulheres. São pessoas jovens, entre 21 e 40 anos, que se encontram na plenitude de suas vidas profissionais. Segundo o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, é essencial entender a doença. “Com o tratamento, você vai aprendendo a lidar com essa ansiedade, com ajuda dos remédios você também vai diminuir essa ansiedade, e aí você vai voltar à sua vida normal”.
“Os familiares não sabem como lidar com a pessoa que tem transtorno de ansiedade”, afirma a psicóloga Lílian Lerner Castro, da ONG A Porta.
É comum que os transtornos psíquicos sejam interpretados como simples fraqueza de caráter. De acordo com o psiquiatra Luiz Vicente Figueira, as crises começam isoladamente e passam a se repetir, podendo ocorrer várias vezes ao dia. Neste caso, “desencadeia um caso que nós chamamos de agorafobia, que é o medo de passar mal”.
Na fase aguda, os pacientes recebem tratamento medicamentoso, com antidepressivos. “Nós usamos também a psicoterapia cognitiva. (…) É você entender a sua doença, ver o que está acontecendo com você e se expor a situações que você tem medo”, indica o psiquiatra.
“Durante um ataque de pânico, se ela ( a pessoa) souber transferir o que ela aprendeu na Yoga para aquele momento de crise, e souber controlar a respiração dela, vai melhorar bastante”, afirma o professor de educação física Ricardo William Muotri.
Os grupos de apoio são, também, um importante aliado na recuperação de quem sofre com o pânico. “Quando ela entra em um grupo em que ela percebe que outras pessoas têm o mesmo problema (…) a pessoa fica mais tranqüila. Percebe que não é só ela e isso mexe, realmente, com a autoestima da pessoa”, salienta a psicóloga Lílian Lerner.

A alergia alimentar e o que fazer quando a reação se inicia na vida adulta
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 por admin
Independentemente de sexo, idade ou raça, qualquer pessoa pode desenvolver alergia. As reações alérgicas podem ter diferentes causas: animais, plantas, remédios, alimentos. Para o pediatra Mauro Toporovski, as alergias, em geral, aumentaram sua prevalência em mais de 40% nas populações modernas.
“Áreas de ressecamento e vermelhidão, até desordem gastrintestinal é perceptível nas crianças e muito mais rápido do que no adulto”, afirma a nutricionista Ana Paula Mendonça. O leite materno pode proteger a criança contra inúmeras doenças, a alergia alimentar é uma delas. No entanto, existe a possibilidade do leite da mãe representar risco ao bebê.
De acordo com a alergista Cristina Miuki Abe Jacob, a proteína do leite de vaca, consumido pelas mamães, passa pelo tecido mamário saindo no leite materno, o que pode gerar uma sensibilização. “No caso da alergia alimentar, a grande preocupação é que você pode ter um choque anafilático e pode morrer”, lembrou a alergista.
Diagnosticar alergia alimentar em um indivíduo adulto é muito difícil, porque normalmente as manifestações alérgicas demoram mais para acontecer. Os sintomas dependem da quantidade consumida, freqüência do consumo, e qual parte do corpo é afetada. Nem sempre existem sintomas quando a substância é ingerida uma única vez.
Muitas vezes a ingestão do alimento que causa a alergia tardia, dá prazer. Mas ao mesmo tempo acaba provocando dependência de consumo. A pessoa passa a consumir mais vezes o alimento, favorecendo o aparecimento das reações alérgicas. De acordo com o pediatra Mauro Toporovski e a nutricionista Ana Paula Mendonça, diarréia, cólica, má absorção, cefaléia crônica, rinite, otite, bronquite, asma, constipação, obesidade e dificuldade de perder peso, ou magreza excessiva podem ser sintomas de alergia alimentar tardia.
“O paciente fica com taquicardia, pálido, pode ficar com tontura, pode desmaiar, então essas reações são muito mais graves; essas que envolvem o sistema circulatório e exigem, imediatamente, o pronto-socorro”, salientou Toporovski. Os alimentos que com maior freqüência provocam reações alérgicas são: leite de vaca, ovos, amendoim, crustáceos, mariscos e castanhas.
Os exames médicos são importantes para estabelecer um diagnóstico preciso, mas a sensibilidade, o conhecimento e a experiência ajudam muito. “Se você tem alergia alimentar, só vai conseguir um bom controle dos sintomas se retirar o alérgeno* da dieta”, lembrou o pediatra.
* ou Alergênio - Agente capaz de produzir alergia.
(Fonte: http://michaelis.uol.com.br/)

Trabalho e trânsito: as dores causadas pelas exigências da vida moderna
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 por admin
Doenças da vida moderna são aquelas relacionadas com os novos hábitos da sociedade que alteraram profundamente o conceito de estilo de vida. O avanço da tecnologia, que trouxe ferramentas para ajudar a vida do homem, acabou se tornando instrumento de pressão por alta produtividade, gerando excesso de trabalho, sedentarismo, baixa qualidade do sono e alto nível de stress. De acordo com o ortopedista Sérgio Nicoletti, o stress no trabalho pode estar associado às dores de cabeça, nas costas e insônia.
No universo digital, encontramos um mundo de possibilidades: passar muito tempo na frente do computador, no celular, ou mesmo ouvindo música no fone de ouvido, pode causar danos ao corpo. “O computador tem diversos fatores de risco… Sem muita mobilidade, os músculos começam a ficar enrijecidos no pescoço, nas costas; começa a aparecer um conjunto de situações que são de adaptação mas que podem provocar a dor”, explica Sérgio Nicoletti. Segundo a fisioterapeuta Anice Pássaro, ficar muito tempo no computador ou no laptop gera sobrecarga na coluna e nos membros superiores.
Além das dores mais comuns, a exposição contínua à tela do computador pode acarretar em problemas na visão. “Quando a gente está no computador, esquecemos de piscar… o olho fica mais ressecado”, afirma a oftalmologista Caroline Amaral Ferraz. De acordo com ela, o organismo responde com vermelhidão nos olhos e cansaço visual.
No Brasil estima-se que a forma mais comum de lesão causada por trabalho repetitivo em computador seja a tendinite. Cerca de 200 mil trabalhadores brasileiros sofrem deste mal. “Devemos fazer pausas de uma em uma hora para andar um pouco e, eventualmente, fazer alguns exercícios de relaxamento”, lembrou Anice Pássaro. Confira aqui os exercícios indicados!
Mais de 1 bilhão de veículos circulam pelas ruas de todo o mundo. Em muitas cidades, a concentração de veículos provoca imensos congestionamentos que são responsáveis por diversos problemas de saúde. De acordo com Ubiratan de Paula Santos, pneumologista do Incor, ciclistas, motoristas, motoboys e até passageiros de ônibus têm mais chances de infarto devido ao tempo que passam no trânsito.
A poluição, principalmente nos locais de grande concentração de carros, mata quase 1 milhão de pessoas, por ano, em todo o planeta. Pesquisas também têm apontado relação entre a poluição e conjuntivite, a sinusite e a diminuição da fertilidade dos homens. “Também há uma discussão sobre o Mal de Alzheimer, que está aumentando em cidades poluídas”, revelou o pneumologista Ubiratan.
A concentração do sangue nos vasos sanguíneos na região das pernas pode levar à formação de coágulos e afetar, perigosamente, a circulação do sangue; aumentando o risco de um acidente vascular cerebral, de um ataque cardíaco e uma trombose. A postura ideal para dirigir você confere aqui, no Edição Saúde!

Esportes tradicionais ganham versão aquática
segunda-feira, 16 de novembro de 2009 por admin
Qualquer pessoa pode praticar exercícios dentro da água e obter benefícios. Independentemente do condicionamento físico, da idade, ou se tem alguma restrição física.
Roberta Rosas, Hidrotrainer, e Carlos Roberto Líbano, Educador físico, lembram que os resultados se mostram no desempenho e na estética dos praticantes. “A questão estética se refere, basicamente, a fortalecimento muscular, perda de percentual de gordura”, diz Roberta.
Bicicletas, esteiras, cama elástica foram para debaixo d’água. Evolução conquistada graças aos novos aparelhos que permitiram aos diversos profissionais, ligados às áreas da saúde, desenvolverem atividades de capacitação física, com menos riscos ao corpo. “O empuxo dentro d’água, aquela força que faz você flutuar, ela neutraliza a força da gravidade”, lembra o ortopedista Antônio Masseo. O fisiologista Turíbio Leite lembra também que a atividade realizada neste ambiente, exime as articulações de impactos desnecessários.
Segundo a nutricionista Suzana Bonumá, esta modalidade é interessante para vários grupos de pessoas que têm dificuldades, além de ser uma terapia. “Pessoas que estão se tratando de uma lesão, até provocada pelo esporte, que precisam perder peso, são muito pesadas (…) e acaba ajudando a aliviar um pouco o stress”, ressalta.
Confira os vários tipos de esportes na água, como funcionam e a quem são recomendados.
É preciso também ter cuidado com a alimentação. A dieta de quem pratica esporte aquático não é muito diferente da alimentação de quem pratica outros esportes. Segundo a nutricionista Suzana Bonumá, é necessário se alimentar antecipadamente. “30 minutos antes, pelo menos”, lembra ela.
“É importante que o aluno apresente um atestado de que ele esteja bem para fazer esta aula”, lembra Simone Viana, educadora física que ressaltou que a atividade está diretamente ligada à frequência cardíaca.

O Check up pode ser a única forma de evitar graves doenças
segunda-feira, 16 de novembro de 2009 por admin
A bateria de exames que leva o nome inglês Check up, passou a ser parte de uma rotina médica específica, no final dos anos 50, com o início do programa espacial dos EUA. Segundo a Coordenadora de Check up do Hospital Sírio Libanês Danielli Haddad, a finalidade do exame era avaliar astronautas. “As pessoas faziam uma bateria de exames para saber se eles suportariam um ambiente hostil”, lembra Danielli.
A partir da década de 80, o check up se tornou um procedimento corriqueiro da medicina preventiva. A idade média de homens e mulheres que fazem, rotineiramente, esses exames baixou de 45 para 35 anos. Para o geriatra Alexandre Busse, o check up possui três pilares: “A conversa, o exame físico e a terceira parte é a realização dos exames”, diz. “O teste do pezinho é o primeiro check up que a pessoa faz”, informa Danielli Haddad.
A recomendação atual é: Só realizar os exames de rastreamento se houver certeza de que a descoberta precoce pode ajudar na cura ou no controle da doença. “Abaixo de 40 anos, se a pessoa não tem nenhum antecedente (…) ela pode fazer (o check up) a cada três anos”, afirma Danielli Haddad. A hebiatra Débora Gejer lembra que, segundo a OMS e a Sociedade Brasileira de Pediatria, a adolescência vai dos 10 aos 20 anos, e que para esta faixa etária, o ideal é que o retorno para o check up seja de uma vez ao ano.
Dados do Instituto Nacional do Câncer revelam 40 mil novos casos de câncer de próstata por ano, no Brasil, entre homens com mais de 40 anos. O câncer de próstata é a segunda causa de óbitos entre os homens, sendo superada apenas pelo câncer de pulmão. As mulheres, depois dos 35 anos, devem incluir a mamografia, com ou sem histórico familiar de câncer de mama.
“Depois dos 50 anos, homens e mulheres ficam expostos ao câncer de intestino também. Então essas pessoas (…) deveriam estar fazendo a colunoscopia, que é um exame para se detectar lesões pré-cancerígenas”, lembra Danielli. Alexandre Busse lembra de outros exames necessários. “Principalmente aquelas pessoas que fumam, a gente precisa ver a Aorta (…) pra ver se não tem um aneurisma”, lembra ele.
“O ideal, para todas as pessoas, é ter o seu médico de confiança, e este médico vai acompanhando este indivíduo”, ressalta Danielli. Para Busse, além dos exames é ideal buscar manter a saúde e observar as indicações médicas. “O aconselhamento, no final das contas, é mais importante do que o próprio check up. Porque o aconselhamento é que vai me dizer o que eu tenho que mudar na minha vida para continuar com saúde, ou para ter mais saúde”, salienta o geriatra.

Hipertensão e os novos conceitos de emagrecimento em SPAs
quarta-feira, 4 de novembro de 2009 por admin
A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que, a cada ano, pelo menos sete milhões de pessoas morram de doenças coronarianas, acidente vascular cerebral, falência dos órgãos em decorrência da pressão alta.
Fernando Salles, preparador físico, afirma que um dos maiores causadores da hipertensão é a obesidade. O nefrologista Agostinho Tavares explica quais órgãos são mais afetados pela pressão alta e indica os hábitos ideais para a boa saúde: “você deve manter o peso (…), comer pouco sal, fazer exercício físico, evitar a ingestão de drogas que possam elevar a pressão arterial”.
No Brasil, 10 a 15% da população é hipertensa, mas a maioria desconhece ter a doença. De acordo com Agostinho Tavares, a incidência da doença é maior - e crescente - na vida adulta. A hipertensão é uma doença silenciosa. Muitas vezes só se descobre a enfermidade quando um problema mais grave acontece.
A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada. O exercício físico exerce um papel fundamental no controle da pressão arterial. “Hoje, o exercício físico é mais que recomendado como prevenção e como tratamento não farmacológico”, salienta o preparador Fernando Salles.
Mas a alimentação é também um dos principais pilares para se evitar a hipertensão. A nutricionista Mônica Beyruti recomenda a alimentação caseira. “Procure um restaurante que sempre vai ter uma salada, um arroz, feijão. Que é um pouco mais parecido com a refeição do dia a dia”, lembra.
O conceito de SPA nos remete ao antigo Império Romano, onde os guerreiros usavam os banhos termais relaxantes para tratamentos de bem-estar. Mas a sigla SPA foi inspirada numa vila belga de mesmo nome e significa “saúde pela água”. De lá para cá os SPAs foram se aperfeiçoando. O que antes era uma máquina de emagrecimento rápido, hoje tem como proposta investimento em qualidade de vida.
“De alguns anos para cá, o conceito de SPA são centros de bem estar, onde você vai trabalhar (…) estilo de vida”, ressalta o endocrinologista Filippo Pedrinola. O Diretor Clínico de SPA Sérgio dos Santos acrescenta que “a finalidade do tratamento, principalmente, do SPA é a tentativa da reeducação alimentar”.
E é em um ambiente que inspira, com muito verde, que as pessoas encontram incentivo para iniciar o percurso em busca de uma vida saudável, pois o stress do dia a dia é também um fator que desencadeia aumento do peso.
Aline Queiroz, nutricionista, fala das propostas alimentares de um Spa. Para ela, de dois a três quilos por semana pode-se perder com saúde. “Não dá para fazer uma dieta em casa, restrita, e querer perder muito peso em poucos dias”, afirma. Segundo o Prof. Zezinho, educador físico, não se pode cuidar apenas do coração sem dar atenção à resistência muscular.

Os tratamentos e as consequências do tabagismo
terça-feira, 3 de novembro de 2009 por admin
A história registra que há mais de dez mil anos a.C., índios da América Central consumiam tabaco, em forma de cigarro, durante rituais religiosos.
A nicotina atinge o cérebro em até 20 segundos; tempo bem mais rápido que o de drogas como a cocaína e o crack. Por isso, a probabilidade de um indivíduo se tornar dependente do cigarro, é muito alta.
Segundo a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, a maior quantidade dos receptores cerebrais de nicotina está na área do prazer. “Ao fumar ele se sente bem, porque libera um monte de substâncias psicoativas que dão essa sensação de bem-estar”, explica. A psicóloga Silvia Cury Ismael afirma que o cigarro gera uma relação de facilitação com a pessoa ansiosa. Para ela, a pessoa “usa o cigarro como uma muleta”, diz.
Muitas das 4500 substâncias que existem no cigarro são responsáveis por sérios problemas de saúde. “Diversos cânceres - os principais são de pulmão e bixiga - e outras doenças, como a trombogeíte obliterante, que pode causar necrose nos dedos dos pés e das mãos, pode desenvolver impotência sexual”, lembra o pneumologista Frederico Fernandes. De acordo com o médico, os fumantes estão mais sujeitos, também, a ter depressão.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que existam cerca de dois milhões de fumantes passivos no mundo. Destes, 700 milhões seriam crianças. Segundo Fernandes, as crianças que moram com pais fumantes estão mais sujeitas a ter pneumonias, rinossinusites agudas e otites. “Uma gestante que fuma tem um risco maior de ter um bebê de baixo peso, um parto prematuro, óbito fetal”, alerta o médico.
A decisão de parar de fumar está ligada a uma motivação muito forte. A partir do momento em que a pessoa decide parar de fumar, o ideal é buscar orientação médica ou um grupo de apoio. Especialistas na luta contra o tabagismo reconhecem que, na maioria dos casos, recorrer a um tratamento aumenta bastante as chances de largar o vício.
O comerciante Rinaldo Lourenço dos Santos relembrou os sintomas da falta da nicotina. “Tudo me irritava”, disse ele. Segundo a psicóloga Silvia Cury, parar de fumar eleva a ansiedade, o que pode inclusive alterar o peso. “O mecanismo da nicotina acelera o metabolismo, então quando você para de fumar, você queima menor quantidade de caloria do que queimava antes”, alertou.
“De cada 100 pessoas que tentam parar sem ajuda, só cinco conseguem”, afirmou o pneumologista Frederico Fernandes, que acredita que o apoio psicológico e as orientações em grupo são mais eficientes no tratamento.
Algumas dicas podem ajudar quem deseja parar de fumar. Sempre que tiver vontade de acender o cigarro:
- Beba dois copos d’água;
- Coma cenoura crua;
- Ao tomar café, procure misturar com leite.
Outra boa técnica é a respiração de Ioga. Mascar cravo da índia também pode ser uma boa alternativa.

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